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    Bombeiros orientam banhistas sobre prevenção e primeiros cuidados em casos de queimaduras por água-viva

    Segunda-feira, 05 de janeiro de 2026

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    Ocorrência é comum no Litoral do Paraná durante o verão e exige atenção de moradores e turistas


     

    Com o aumento do movimento nas praias do Litoral do Paraná durante o verão, o Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR) alerta os banhistas sobre os cuidados necessários para prevenir e agir em casos de queimaduras provocadas por água-viva e caravela, ocorrência comum nesta época do ano.

    As queimaduras são causadas pelo contato com os tentáculos desses animais, que liberam toxinas capazes de provocar dor intensa e lesões na pele. Embora sejam frequentemente chamadas de água-viva, as caravelas também representam risco aos banhistas e possuem características distintas. Enquanto a caravela tem aparência semelhante a uma bexiga azul-arroxeada que flutua na superfície, a água-viva apresenta formato de sino transparente, muitas vezes quase imperceptível.

    De acordo com o Corpo de Bombeiros, a presença desses animais não segue um padrão fixo. Águas-vivas podem surgir em razão de movimentos migratórios e desequilíbrios ecológicos, enquanto as caravelas costumam chegar à faixa de areia levadas por ventos fortes.

    “Dias com vento intenso costumam trazer mais caravelas para a orla”, explica a capitã Tamires Silva Pereira.

     

    A orientação é que, ao identificar a presença de tentáculos ou exemplares desses animais na faixa de areia ou no raso, o banhista evite entrar no mar. Em caso de queimadura, a recomendação é sair imediatamente da água e procurar um posto de guarda-vidas, onde há vinagre disponível para aplicação no local afetado.

    “O vinagre é um ácido que neutraliza a toxina destes animais e deve ser aplicado diretamente na lesão, seguido da lavagem com água do mar”, orienta a capitã.

     

    Casos mais graves podem ocorrer quando a área atingida é extensa, especialmente no tórax, pescoço e regiões próximas às vias aéreas. Crianças, idosos e pessoas com histórico de alergias exigem atenção especial. Práticas como o uso de água doce, gelo, álcool ou urina não são indicadas, pois podem agravar a lesão.

    “Água doce rompe as cápsulas da toxina e aumenta a área de contato”, alerta a bombeira.

    No Litoral do Paraná, incluindo praias como as de Pontal do Paraná, os guarda-vidas reforçam as orientações ao público durante a temporada. Em caso de sintomas como febre, dificuldade respiratória, dor intensa persistente ou sinais de reação alérgica, a recomendação é procurar atendimento médico ou acionar o telefone 193.

    Foto: CBMPR